sexta-feira, 10 de junho de 2016

Saudade

A saudade doí.
Quando se esta longe, esquecemos da realidade e a saudade aperta mais. A saudade não é necessariamente do que foi, do que era realmente. A saudade distorce nossos sentimentos e passamos a sentir falta de algo que simplesmente poderia ter sido. A saudade se desdobra em algumas dimensões de possibilidades e doí mais. Ela doí porque já doeria, ela doí de novo pelo que poderia ter sido e ela doí mais uma vez porque tudo não passa de mera ilusão. Ela é grande, doí muito, doí fundo. Ela é um vazio que lagrimas tentam completar. Ela é um pedaço de ausência que só aumenta e se aprofunda a cada tchau, que pode também ser um adeus. Eu lembro de querer saber o que eu sentiria quando ficasse longe, mas nem de perto sonharia com essa dor toda.
não sou branca, sou brasileira.
não sou brasileira, sou filha do mundo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Finalmente voltando pra casa

Pela primeira vez me senti realmente em casa... Foi um momento um tanto quanto confuso... Uma espécie de déjà-vu um pouco estranha... Era como se eu estivesse (re)vivendo uma memoria, relembrando-a enquanto a vivia pela primeira vez. Era como se eu tivesse lendo um capitulo do meu livro favorito e vivendo-o. Como se a minha historia não fosse escrita por mim, por minhas decisões.
Provavelmente a atmosfera na qual estava imersa - acabara de assistir ao filme The Longest Ride no cinema - influenciou essa sensação e sentimento. Fato é que ja fazia algum tempo que eu não sentia tal miscelânea de sentimentos. Integração, querer viver "certo", profunda tristeza em perceber que tudo é passageiro e uma espécie de alegria nostálgica. Dito assim, poderia parecer que vivi um péssimo momento, mas ele foi genuíno. Genuinamente ordinário, genuinamente simples. Genuíno porque pequenas coisas, instantes, podem nos proporcionar felicidade. A felicidade é uma coisa estranha e as vezes vem acompanhada da tristeza. Talvez a felicidade seja ter, ou permanecer com, a capacidade de sentir.

sábado, 18 de outubro de 2014

Em pensar que esses dois meses de tortura piscológica nao seriam mais que um paragrafo ou uma linha esquecida numa suposta (auto)biografia. A pergunta que ecoa é: por que tanto sofrimento? pra que?

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

domingo, 14 de setembro de 2014

Dos ditados populares à decepção ou o contrário

Quando a vida segue seu curso de maneira estranha ou aparentemente desfavorável é praticamente impossível fugir do velho e batido ditado: "Deus escreve certo por linhas tortas". Longe de mim querer blasfemar - sempre digo que se ele me fez engraçadinha é porque queria que eu fizesse graça - ou ele teve Parkinson ou um AVC enquanto escrevia a minha... Quanto mais paz eu quero, mais tormenta eu enfrento. Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece... Começo a ter medo de ditados... "Quando se esta no fundo do poço não se pode ir mais fundo", sempre dá! Sempre se dá um jeitinho... A gente cava mas chega lá, alias, não chega, continua descobrindo que o buraco é mais embaixo! Mas, se a Terra é redonda, existe luz no fim do poço (que neste caso já seria túnel...).
Eu achava que conhecia a decepção mas descobri que provavelmente conhecia sua versão recém-nascida, e espero não descobrir que ela possa ser maior do que a que já estou sentindo, ou não sentindo...
A decepção se mostrou como um vazio, uma ausência da capacidade de sentir. Eu sei o que me faz sentir nada, mas não sinto. Os sentimentos se anulam. Não há raiva, não há ódio, não há nada, não há... Não há esperança, mesmo sabendo que ela é a última que morre e que brasileiro não desiste nunca.
A vida não é fácil, a vida não é justa. E se Deus dá o frio conforme o cobertor, eu acho que estou com as pernas de fora... Se Ele nunca dá pra gente uma CRUZ maior do que a que a gente possa carregar, Ele se esqueceu de que eu tenho problema de coluna...
Se Deus escreve certo por linhas tortas, eu espero que meu poço seja um túnel, que eu encontre a luz, que eu seja bem brasileira, que a esperança seja a última a morrer mesmo, que meu cobertor comece a me cobrir e que a cruz fique mais leve ou que eu a deixe em algum lugar.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Bordeaux

Quand j'ai quitté ma ville pour aller a Genève
j'avais les larmes aux yeux
j'avais peur de l'inconnu et de ne pas réussir à lui faire face
Quand j'ai quitté Genève pour rentrer chez moi
j'avais également les larmes aux yeux
cette ville était devenu un deuxième chez moi
Quand j'ai quitté ma ville pour venir à Bordeaux
j'avais un gros sourire, l’espérance d'un nouvel avenir
la certitude d'une adaptation plus facile
     - je n'avais plus trop la difficulté de la langue
grosse erreur!
chaque ville et chaque époque nous imposent de nouvelles épreuves
et me voilà, trois semaines plus tard, en train de regarder le calendrier
en train de prier la fin de ce calvaire
cette ville a éteint mon sourire
a mis de côté mon espoir
elle m'a changé dans quelque chose que je n'aime pas
Quand j'ai quitté ma ville pour venir à Bordeaux
j'avais un gros sourire
et un gros sourire j'aurai lorsque je la quitterai
laissant, ici, tous les regrets de ce mauvais choix.